De acordo com a prefeitura, foi feita uma investigação epidemiológica que concluiu a ausência de nexo causal entre o óbito e possível exposição ao estireno.
O homem m0rreu em 16 de julho, um dia após o vazamento do gás tóxico na empresa Innova, e passou a ser investigado como m0rte suspeita. Em nota, a prefeitura disse que o homem era tabagista, com histórico de internações recentes em decorrência de doenças cardiovasculares e pulmonares crônicas.
Antes de m0rrer, o homem tinha relatado mal-estar por sentir os efeitos do vazamento de gás estireno. Uma outra m0rte, de um trabalhador do Distrito Industrial, de 66 anos, também é investigada como suspeita. Ele m0rreu em 19 de julho.
De acordo com dados do painel de monitoramento da Secretaria Municipal de Saúde, 755 pessoas foram atendidas nas redes de saúde pública e particular desde o início do vazamento de estireno na área industrial de Manaus. Uma pessoa permanece internada.
A Prefeitura de Manaus colocou a cidade em estado de alerta após o vazamento de gás estireno na unidade 4 da Innova, empresa do setor petroquímico localizada no Distrito Industrial.
O vazamento ocorreu em um dos tanques da empresa e provocou a dispersão de um forte odor por bairros próximos. Moradores das regiões da Raiz, Praça 14 e Cachoeirinha relataram sentir um cheiro semelhante ao de tinta.
A Innova informou que o vazamento teve origem após uma reação química em um tanque de armazenamento de monômero de estireno instalado na Unidade 4 da fábrica.
O estireno é uma substância utilizada como matéria-prima na produção de plásticos, resinas e borrachas sintéticas. A exposição ao composto pode causar irritação nos olhos, na pele e nas vias respiratórias. Em concentrações elevadas, também pode afetar o sistema nervoso central, provocando sintomas como tontura e, em casos mais graves, perda de consciência.