Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), Diogo foi detido no momento em que realizava mais um atendimento domiciliar à criança, diagnosticada com meduloblastoma grau IV, utilizando a identidade e o registro profissional (CRM) do médico Jeferson Targino Sampaio.
As investigações apontam que o suspeito se apresentava, desde outubro de 2025, como responsável pelo atendimento de home care da paciente. Nesse período, ele teria realizado pelo menos seis consultas, prescrito medicamentos, solicitado exames e emitido encaminhamentos médicos sem possuir formação ou habilitação para exercer a profissão.
De acordo com a polícia, a conduta colocou a criança em risco, já que prescrições inadequadas, erros de dosagem ou interações medicamentosas poderiam causar danos irreversíveis durante o tratamento oncológico.
Diogo passou a ser desmascarado quando a mãe da menina estranhou inconsistências nas prescrições médicas e decidiu consultar o cadastro do Conselho Regional de Medicina (CRM). Ao verificar o registro, percebeu que a fotografia vinculada ao documento não correspondia ao homem que frequentava a residência da família.
Após a denúncia, equipes da 63ª DP foram até o imóvel e aguardaram o fim de mais um atendimento. Segundo os investigadores, ao ser chamado de “Dr. Jeferson”, o suspeito respondeu prontamente “oi”, assumindo a identidade do médico na presença dos policiais.
No local, foram apreendidos carimbo e receituários de controle especial em nome do profissional, além de receituários já carimbados em nome de outro médico e diversos blocos de receituários timbrados.
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Material cedido ao Metrópoles