Na época, a casa era ponto de encontro de políticos, empresários e lobistas. O imóvel ganhou até um apelido entre os frequentadores: “República de Ribeirão”, em referência à cidade natal de Palocci.
A residência era alugada em nome de um ex-assessor do ex-ministro. Em depoimento à CPI dos Bingos, em 2006, o caseiro Francenildo dos Santos Costa, o Nildo, afirmou que Palocci era tratado como o “chefe” da República de Ribeirão. Ele também disse que a casa era usada para festas e reuniões e relatou ter presenciado partilhas de dinheiro no local.
Mais de uma década depois, em 2017, o advogado Willer Tomaz comprou o imóvel por R$ 2,5 milhões e instalou ali seu escritório. Agora, o endereço volta a aparecer em investigações da Polícia Federal. Coincidências.
Na terça-feira (4/8), a PF cumpriu mandado de busca e apreensão no escritório de Willer Tomaz no âmbito da investigação sobre as fraudes no INSS.
Segundo a Polícia Federal, o advogado “funcionaria como verdadeiro hub financeiro, patrimonial e logístico” posto à disposição dos beneficiários, dentre os quais estaria o senador Weverton Rocha. Os detalhes constam em relatório enviado pela PF ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).