Segundo os investigadores, falhas no sistema de degelo das asas haviam sido identificadas em voos anteriores, mas não foram registradas oficialmente, o que impediu a adoção de medidas de segurança antes do acidente.
As conclusões foram apresentadas pelo tenente-coronel Paulo Mendes Fróes, investigador responsável pela apuração.
De acordo com o relatório, a aeronave apresentou falha no sistema de degelo durante um voo entre Guarulhos e Ribeirão Preto, realizado na véspera do acidente. O equipamento é responsável por remover o gelo acumulado nas asas durante o voo.
Segundo Fróes, embora a tripulação tenha comunicado verbalmente a ocorrência à equipe de manutenção, o problema não foi registrado no diário de bordo da aeronave, procedimento obrigatório para que a pane fosse analisada formalmente.
No dia anterior ao acidente, em 8 de agosto de 2024, durante o voo entre Guarulhos (SP) e Ribeirão Preto (SP), a aeronave apresentou uma falha no sistema de detecção de gelo (icing detector), responsável por identificar o acúmulo de gelo na aeronave e acionar alertas para a tripulação.
Segundo o Cenipa, os pilotos comunicaram verbalmente o problema à equipe de manutenção, mas a ocorrência não foi inscrita no diário de bordo, documento utilizado para registrar falhas técnicas da aeronave. A investigação também apontou que a inspeção realizada não incluía itens específicos para verificar o funcionamento do sistema de detecção de gelo.