Os bancários de todo o país podem realizar uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20), em meio às negociações entre trabalhadores e instituições financeiras. Entre as principais reclamações estão questões salariais e mudanças nas regras de benefícios.
Na Caixa Econômica Federal, um dos principais pontos de insatisfação é o Saúde Caixa, plano de assistência médica oferecido aos funcionários. A proposta em discussão prevê alterações no modelo de contribuição, o que pode elevar significativamente os valores pagos por empregados e dependentes.
Segundo relato de um funcionário, uma família formada pelo trabalhador, a esposa e dois filhos teria a mensalidade aumentada de R$ 598 para R$ 1.025, uma alta superior a 70%.
Os sindicatos também contestam a elevação da contribuição mensal dos empregados, que passaria de 3,5% para 5,5%, além do aumento da participação referente aos dependentes e da ampliação do limite de contribuição do trabalhador.
Fora da Caixa, outra preocupação da categoria envolve a discussão sobre o piso salarial. Os trabalhadores afirmam que as propostas em negociação podem manter o piso congelado e criar novas faixas de remuneração relacionadas à produtividade.
Ao longo desta semana, representantes dos bancários realizaram reuniões e assembleias em diferentes regiões do país para discutir a mobilização. A decisão sobre a paralisação de quinta-feira está ligada ao resultado dessas negociações e das votações realizadas pela categoria.
A Caixa e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) foram procuradas para comentar as reivindicações e as mudanças discutidas. Eventuais esclarecimentos serão acrescentados à reportagem.