Um médico disse, em depoimento no processo sobre o caso da técnica de enfermagem que acusa o senador Magno Malta (PL-ES) de agr3ssão, que a profissional “realizou todos os procedimentos de forma regular e em conformidade com protocolo médico adotado pela unidade hospitalar“.

O médico era o plantonista responsável pelo setor de tomografia do Hospital DF Star no momento em que a técnica de enfermagem afirmou ter levado tapa no rosto e ter sido xingada de “incompetente” e “imunda”. Após ela denunciar o caso, Magno Malta também registrou boletim de ocorrência no qual afirmou ter tido “reação compatível com sofrimento físico experimentado”, mas negou qualquer agr3ssão física.
O senador afirmou ter ocorrido extravasamento de contraste no membro superior direito, “o que ocasionou dor intensa, hematoma e possível comprometimento vascular”.
A testemunha relatou que o acesso venoso havia sido realizado em outro setor do hospital e que, antes do exame, foi realizado teste com soro fisiológico, sem qualquer sinal de obstrução ou falha técnica. Segundo o médico, a perda do acesso e extravasamento todo contraste é “intercorrência médica possível mesmo quando empregada a técnica correta”.
O depoimento do médico plantonista consta no processo em que o 2º Juizado Especial Criminal de Brasília determinou arquivamento dos autos em relação a possível lesão corporal culposa da técnica de enfermagem contra o senador. A decisão foi expedida no dia 21 de julho.
Em nota, Magno Malta afirmou que respeita a decisão da Justiça e ressaltou que o juiz “analisou especificamente a parte relacionada à atuação da profissional, sem atribuir responsabilidade ao senador e sem encerrar a análise dos demais fatos relacionados ao caso”. “Diante disso, o senador aguarda o andamento regular do processo”, declarou.
A defesa da técnica de enfermagem não quis comentar o caso.
Leia mais na coluna Grande Angular, de Lilian Tahan e Isadora Rodrigues, no metropoles.com
Imagem cedida ao Metrópoles

Postagens relacionadas

Candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou, nesta quarta-feira (6/8), a decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de rebaixar relações diplomáticas com a Argentina.

Um endereço conhecido da política brasileira voltou a figurar nos escândalos políticos.

A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (6), uma operação na sede da gestora Planner, localizada na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. A ação faz parte das investigações sobre uma suposta estrutura financeira utilizada para ocultar recursos ligados ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi.