O médico era o plantonista responsável pelo setor de tomografia do Hospital DF Star no momento em que a técnica de enfermagem afirmou ter levado tapa no rosto e ter sido xingada de “incompetente” e “imunda”. Após ela denunciar o caso, Magno Malta também registrou boletim de ocorrência no qual afirmou ter tido “reação compatível com sofrimento físico experimentado”, mas negou qualquer agr3ssão física.
O senador afirmou ter ocorrido extravasamento de contraste no membro superior direito, “o que ocasionou dor intensa, hematoma e possível comprometimento vascular”.
A testemunha relatou que o acesso venoso havia sido realizado em outro setor do hospital e que, antes do exame, foi realizado teste com soro fisiológico, sem qualquer sinal de obstrução ou falha técnica. Segundo o médico, a perda do acesso e extravasamento todo contraste é “intercorrência médica possível mesmo quando empregada a técnica correta”.
O depoimento do médico plantonista consta no processo em que o 2º Juizado Especial Criminal de Brasília determinou arquivamento dos autos em relação a possível lesão corporal culposa da técnica de enfermagem contra o senador. A decisão foi expedida no dia 21 de julho.
Em nota, Magno Malta afirmou que respeita a decisão da Justiça e ressaltou que o juiz “analisou especificamente a parte relacionada à atuação da profissional, sem atribuir responsabilidade ao senador e sem encerrar a análise dos demais fatos relacionados ao caso”. “Diante disso, o senador aguarda o andamento regular do processo”, declarou.
A defesa da técnica de enfermagem não quis comentar o caso.
Imagem cedida ao Metrópoles