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Agenda ESG- vale a pena na pecuária ?

No Brasil, a adoção de tecnologias oportunizou a modernização do setor estimulando a produção e a produtividade, em bases sustentáveis.

por Portal Da Amazônia
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A agenda ESG está a cada dia mais, dentro da porteira, é um movimento que vem se fortalecendo e ganhando espaço nas propriedades por trazer uma clareza nos processos de sustentabilidade. Diante de um cenário em que o comprador define o produto que vai levar, o Brasil como fornecedor de produtos, principalmente carne para o mundo, deverá se adequar as exigências do mercado.

Como todo processo de mudança, causa um desconforto principalmente num meio em que está naturalmente em constante evolução, o pilar da sustentabilidade tem sido um grande desafio para a produção atual. Em meio a narrativas de comércios protecionistas no mundo, o produto brasileiro tem sido o foco de muitas discussões, portanto, mostrar que os processos estão em constante melhoramento é a pauta que irá colocar o país como protagonista da produção sustentável mundial.

Para construir essa liderança, podemos contar com uma ferramenta indispensável em qualquer seguimento de empresas ou produtos, o ESG. Essa agenda tem pautado as grandes discussões em todo o mundo, pois tem como foco o direcionamento das ações para levar a um resultado satisfatório para todos os envolvidos, alinhar o jogo.

Em meio a um mundo de regras e exigências, podemos classificar ESG como uma ferramenta de auxílio, um manual de instruções para desenvolver os processos. ESG visa organizar os processos, colocar cada coisa no seu lugar, organizando de forma que cada empresa possa definir a sua própria meta, adequar os processos e garantir que no final das contas, seja lucrativo, que as mudanças tragam vantagens e incentivos para que cada vez mais tenham investimentos nos pilares da sustentabilidade. Afinal, processo só são bons, se beneficiarem todos os lados, é o equilíbrio que garante a continuidade da produção, garante valor e renda necessários para crescer sustentavelmente.

Quando olhamos ESG como um aliado, fica fácil entender por que grandes empresas investem pesado nesse setor, capacitando a própria equipe para que tenham um olhar diferente nos processos, pois o resultado é certeiro, com garantia de continuidade. Com o tempo, vai ficando fácil e lucrativo, os investimentos são na maioria intelectuais, como a maneira de ver os fornecedores, os credores, os colaboradores, e a estrutura como um todo.

Exemplos práticos de ESG na pecuária são o bem-estar animal, a rastreabilidade bovina, o manejo e reutilização de resíduos, a utilização de produtos de boa procedência em todo o manejo, cuidado com a sanidade, com a estrutura, custo bem calculado, tecnologia que facilitam manejo e dados, bem-estar dos funcionários que manejam os animais, entre muitos outros, portanto, é um olhar periférico para um resultado sempre positivo.

Saber de onde vem, como foi produzido e para onde vai o produto gerado com o trabalho, é o sucesso de qualquer produção, é o que o mundo quer saber, principalmente quando se fala de Brasil. O ESG precisa ser entendido, utilizado, se tornar ferramenta de trabalho, um aliado frente às mudanças, e atrelado a tecnologia.

As certificações certamente se tornarão fundamentais num futuro bem próximo, e qualquer que seja o padrão, a base para consolidar serão parâmetros ESG, que pauta também as diretrizes do tão sonhado “mercado de carbono”, que já é uma realidade e uma questão de tempo para que comecem os projetos no Brasil, mas as empresas que estiverem em conformidade com métricas ESG, serão as primeiras beneficiadas.

Mas é preciso investir muito? Não, um passo de cada vez, o importante é começar, e a caminhada ficará cada vez mais fácil, pois ESG é um processo, não uma cobrança!

Vale a pena investir em ESG na pecuária, ou em qualquer que seja o seguimento.

Fernanda Cavalari.

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