O número de candidatos pode chegar a nove, caso todos os nomes já cotados ou que manifestaram interesse decidam se testar nas urnas. A lista inclui, em sua maioria, políticos experientes que buscam reeleição ou retorno a cargos eletivos, mas também novos quadros.
Câmara Federal
Quem puxa a lista é o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), deputado federal mais votado de Mato Grosso em 2022. Licenciado para atuar no Estado, afirma que o plano é voltar à Câmara dos Deputados e disputar a reeleição pela chapa da federação União–Progressistas. Ele também já teve o nome cogitado para compor como candidato a vice-governador.
O secretário de Representação em Brasília, ex-deputado federal Dr. Leonardo Albuquerque (Republicanos), tentará voltar à Câmara. Com base em Cáceres, foi o mais votado do Republicanos em 2022, mas a chapa não alcançou o coeficiente eleitoral. Recebeu convites de PL, União Brasil, MDB e Podemos, mas a tendência é permanecer no Republicanos.
Entre as novidades, está o presidente da MT Par, Wener Santos, ex-prefeito de Nova Marilândia e irmão do ex-senador Cidinho Santos (PP). É responsável por operacionalizar o programa Ser Família Habitação, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, e as obras do Parque Novo Mato Grosso. Tem forte sintonia junto ao empresariado e abertura no interior e estado.
A própria primeira-dama, Virginia Mendes, também cogita disputar vaga na Câmara. Apesar de não ocupar cargo oficial, atua como “autoridade social” com influência sobre várias secretarias. Filada ao União Brasil, é cortejada pelo Progressistas.
Assembleia Legislativa
O secretário de Educação, Alan Porto, ligado ao vice-governador Pivetta, é avaliado como forte pré-candidato. Ele deve se filiar ao Republicanos para disputar vaga de deputado estadual, tendo como base eleitoral profissionais da educação e a busca de votos ligados à juventude escolar.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Alan Kardec, atualmente no PSB, deve migrar para o Podemos junto ao grupo do deputado Max Russi (PSB). Pretende voltar à Assembleia, de onde saiu em 2022 para tentar vaga na Câmara Federal, sem sucesso por falta de coeficiente eleitoral. Além de buscar votos na área do esporte, reduto eleitoral que construiu como professor de Educação Física, secretário de Estado de Esporte e deputado estadual, agora vem com a força das escolas técnicas estaduais.
O secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo (União), também planeja nova candidatura a deputado estadual. Em 2022, ficou na primeira suplência, com votação expressiva. Não descarta mudar de partido para aumentar as chances. A entrega do Hospital Central deve ser uma das bandeiras que vai levantar na campanha.
O presidente da Empaer, Suelme Evangelista, ex-secretário de Agricultura Familiar e ex-deputado suplente, era cotado como candidato natural, mas pode atuar como coordenador de campanha.
Nos bastidores, circula ainda que o secretário de Segurança, César Roveri, tem interesse em disputar as eleições. Publicamente, diz que aceita o desafio se for convocado por Mauro Mendes. Ele pode concorrer a deputado estadual, buscando votos da categoria, ou a federal, caso o deputado Coronel Assis (União) migre para o PL.